Seja bem-vindo. Hoje é
Paz profunda

Páginas

O amor

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Anaïs Nin


Anaïs Nin foi uma escritora francesa que polemizou sua época ao escrever suas obras permeadas de erotismo e idéias feministas.
Anaïs Nin (21 de fevereiro de 1903, Neuilly, perto de Paris - 14 de janeiro de 1977, Los Angeles) batizada Angela Anais Juana Antolina Rosa Edelmira Nin y Culmell, foi uma autora nascida na França, filha do compositor Joaquin Nin, cubano criado na Espanha e Rosa Culmell y Vigaraud,de origens cubana, francesa e dinamarquesa. Anaïs Nin tornou-se famosa pela publicação de diários pessoais, que medem um período de quarenta anos, começando quando tinha doze anos. Foi amante de Henry Miller e só permitiu que seus diários fossem publicados após a morte de seu marido Hugh Guiler.
Seus romances e narrativas, impregnados de conteúdo erótico foram profundamente influenciados pela obra de James Joyce e a psicanálise. Dentre suas obras destaca-se Delta de Vênus (1977), traduzido para todas as línguas ocidentais, aclamado pela crítica americana e européia.
Foi realizado no cinema em 1990 um filme, Henry & June, dirigido por Philip Kaufman, que falava do período que Anaïs Nin conheceu Henry Miller. Anaïs Nin foi interpretada pela atriz portuguesa Maria de Medeiros .

Obras

A Casa do Incesto
Delta de Vênus
Em busca de um homem sensível
Henry & June
Incesto
Passarinhos
Pequenos Pássaros
Uma espiã na casa do amor

Frases
A Arte da Palavra - O que vemos é uma adesão completa ao sistema. Ninguém está mais interessado em qualquer tipo de revolução. É uma pobreza só. Lixo embrulhado em papel de presente. Nenhuma rebeldia, nenhum passo na direção do abismo. Só restou o dinheiro, a casa dos pais, o nariz empinado e o dedo no cu. É a barbárie.

- A vida ordinária não me interessa. Eu estou do acordo com os surrealistas, procuro pelo maravilhoso. Nunca deixei que uma nuvem obliterasse o céu inteiro. Se existe o comodismo, o medo, a discriminação em qualquer nível, só posso lamentar e escrever. A verdade é que todos nós vivemos numa prisão. Da minha só posso escapar pela escrita. Os outros que continuem dormindo em seus quartinhos escuros.

- A vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo.
- Nunca me preocupei com os imbecis. Se alguém quer se achar diferente, superior, esse é um problema mental que não me pertence. Acho, no mínimo, ridículo alguém se achar melhor ou pior do que outro. Cada pessoa é um universo único e é isso que é fascinante. O mundo dos superiores é pequeno porque eles são como os vermes: rastejam sobre a própria barriga e vivem de imundície.

-Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos.

-A origem da mentira está na imagem idealizada que temos de nós próprios e que desejamos impor aos outros.

-A única anormalidade é a incapacidade de amar.

-O amor nunca morre de morte natural. Ele morre porque nós não sabemos como renovar a sua fonte. Morre de cegueira e dos erros e das traições . Morre de doença e das feridas; morre de exaustão, das devastações, da falta de brilho.

-Me nego a viver em um mundo ordinário como uma mulher ordinária.
A estabelecer relações ordinárias.Necessito o êxtase. Não me adaptarei ao mundo. Me adapto a mim mesma.