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O amor

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

FERNÃO CAPELO GAIVOTA ( for Clara)

Fernão Capelo Gaivota era diferente da maioria das gaivotas de seu bando, que só pensava em lutar por comida, junto aos barcos de pesca. Ele amava voar. Passava dias inteiros sozinho no mar, treinando vôos rasantes em alta velocidade, para aflição de seus pais e desaprovação de todos. Em vão tentou fazer-lhes a vontade e agir como os outros. Seu único interesse era aprender mais e mais sobre a arte de voar.
Vezes sem conta vezes se desequilibrou, caindo violentamente na água.
Depois de uma queda que quase lhe custou a vida, ia desistir, mas, repentinamente, descobriu um modo de controlar sua velocidade. Levantou vôo, e sem pensar em morte ou fracasso, conseguiu atingir a marca estonteante de trezentos e vinte quilômetros por hora, inimaginável para qualquer outra gaivota viva. Sua alegria foi enorme. Radiante, pensou: ?As gaivotas podem ser livres, podem procurar seus peixes no mar, em vez de ficarem ao redor dos barcos de pesca, guerreando por migalhas.? Quando Fernão Gaivota voltou para seu bando, exausto e feliz, depois de longas horas de treinamento, ansioso por lhes comunicar a grande descoberta, encontrou as gaivotas reunidas em círculo, à sua espera. A gaivota Mais Velha chamou-o ao centro e, para seu completo horror, o acusou de irresponsável e subversivo. Lavrou a sentença: por violar as tradições e a dignidade de sua espécie, foi banido do grupo para sempre.
Exilado, passou a viver sozinho. Sua única tristeza era não poder compartilhar os conhecimentos que, com intenso treinamento, iam aumentando a cada dia.
Muitos anos depois, já bem velho, no meio de um vôo, encontrou duas gaivotas, inacreditavelmente brancas e brilhantes que o conduziram através da neblina. Disseram-lhe: ?Está na hora de voltar para casa? e ele compreendeu que acabava de entrar em outra dimensão e em outra etapa de aprendizado.
Nesse lugar, havia um bando pequeno de gaivotas que voavam divinamente e cujo objetivo era encontrar novas técnicas, melhorando sempre a qualidade de vôo. Lá encontrou um velho mestre, Chiang, de quem se tornou aluno especial por sua enorme persistência e capacidade de aprendizagem. Com Chiang aprendeu que poderia voar no passado e no futuro, mas que o mais difícil era desenvolver a bondade e o amor.
O destino de Fernão era ser instrutor e foi crescendo em seu coração o desejo de regressar e mostrar à nova geração que a vida era mais que tão somente uma luta por comida. Quem sabe não haveria algum exilado, desesperado à procura de um mestre? Assim pensando, com a facilidade que desenvolvera através da prática, voltou para o lugar onde vivia seu antigo bando.
Nesse momento, o jovem Francisco Gaivota, enfurecido, voava em direção ás Grandes Colinas, banido para sempre. Vociferava insultos aos mais velhos quando, subitamente, ouviu em seu pensamento: ?Acalme-se e perdoe. Ajude-os a compreender?. Tornou-se discípulo de Fernão Gaivota. Aos poucos, outros jovens banidos se juntaram a eles, determinados a voar. Um dia, Fernão decidiu levá-los de volta e desafiar o bando. Através de acrobacias, demonstraram a todos a maravilha da liberdade. Mais e mais jovens foram se reunindo a eles e finalmente, apesar dos insultos da maioria, quem se decidisse a voar já não era mais expulso do convívio dos seus. Fernão, vendo concluída sua missão ali, se retirou, deixando a Francisco a tarefa de continuar a ensinar.
A importância de voar é perceber que não somos apenas um amontoado de ossos e penas. Voamos e desejamos voar cada vez mais alto e melhor, porque somos uma idéia da Grande Gaivota, somos uma idéia de ilimitada liberdade e o paraíso consiste em atingir a perfeição.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

"Playing for Change"

O engenheiro de som Mark Johnson de Nova York, reuniu artistas populares de todo o planeta ao som das mesmas canções.
Conseguiu recursos para viajar pelos mais variados cantos do mundo, captando aqui e ali não somente os músicos de rua mais representativos de suas localidades, como oferecendo a outros ouvintes o que só os locais conheciam. Não tardou e gente famosa da música mundial apoiou o projeto, como Bono Vox, do U2, um dos maiores entusiastas.
Diferentes tons de pele, vestuários, línguas e condições sociais são visíveis em clipes conjuntos que mostram não somente Ridley, que Mark descobriu na Califórnia, como também o folclórico Grandpa Elliott (Deficiente visual de Nova Orleans), Dimitri Dolgonov (Rússia), Tula (Israel), Django Degen (Espanha), o conjunto indígena Twin Eagles Drum (Novo México) e os comoventes corais populares Sinamuva (África do Sul) e o Omagh Community Youth (Irlanda). Uma reação bastante comum entre os apreciadores da obra tem sido notada pelo pessoal do projeto: um respeito muito maior pelos artistas de rua.
Além do DVD e de mais de 40 CD gravados , o projeto realiza shows com públicos enormes mundo afora, carregando consigo alguns dos músicos do projeto. Todos os produtos geram recursos para a fundação de Johnson e para os músicos. Mesmo assim, muitos deles não saem de seus tradicionais pontos na rua, seu palco cotidiano.

Abaixo Stand By Me - Fique do meu lado.
"Em algum momento da sua vida, não importa quem você é, de onde veio ou vai, você vai precisar de alguém que fique do seu lado...".

Me emociona muito, todas as vezes que assisto este vídeo, acho simplesmente maravilhoso.

sábado, 28 de agosto de 2010

Mario Benedetti

"Si me ves triste"

Si algún día me ves triste,
no me digas nada...
solo quiereme.

Si me encuentras en la soledad de la oscura noche,
no me preguntes nada...
solo acompáñame.

Si me miras y no te miro,
no pienses nada...
comprendeme.

Si lo que necesitas es amor,
no tengas miedo...
amame.

Pero si alguna vez dejaras de quererme,
no me digas nada...
recuérdame.

Mario Benedetti.

Nasceu em Paso de los Toros, 14 de setembro de 1920 em Montevidéu.
Poeta, escritor e ensaísta uruguaio.
A última obra publicada, "Testigo de Uno Mismo" ( Testemunha de mim mesmo), foi apresentada em agosto de 2008. Antes da última entrada no hospital, Benedetti estava trabalhando em um novo livro de poesia cujo título provisório é "Biografía para Encontrarme".
Morreu aos 88 anos, no dia 17 de Maio de 2009 em Montevidéu. .

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

VINTE POEMAS DE AMOR E UMA CANÇÃO DESESPERADA

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.

Escrever, por exemplo: “A noite está estrelada
e tiritam, azuis, os astros à distância”.

O vento desta noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu a quis e por vezes ela também me quis.

Em noites como esta apertei-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela me quis e às vezes eu também a queria.
Como não ter amado seus grandes olhos fixos?

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

Ouvir a noite imensa mais profunda sem ela.
E cai o verso na alma como o orvalho no trigo.

Que importa se não pôde o meu amor guardá-la?
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. À distância alguém canta. À distância.
Minha alma se exaspera por havê-la perdido.

Para tê-la mais perto meu olhar a procura.
Meu coração procura-a, ela não está comigo.

A mesma noite faz brancas as mesmas árvores.
Já não somos os mesmos que antes tínhamos sido.

Já não a quero, é certo, porém quanto a queria!
A minha voz no vento ia tocar-lhe o ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes de meus beijos.
Sua voz, seu corpo claro, seus olhos infinitos.

Já não a quero, é certo, porém talvez a queira.
Ah, é tão curto o amor, tão demorado o olvido.

Porque em noites como esta a apertei nos meus braços
minha alma se exaspera por havê-la perdido.

Mesmo que seja a última esta dor que me causa
e estes versos os últimos que eu lhe tenha escrito.

Pablo Neruda

'Vinte Poemas de Amor' constitui o momento efetivamente inaugural da poesia de Neruda, porque é nele que, pela primeira vez, a sua linguagem poética alcança a unidade profunda entre a contenção retórica e a riqueza vocabular que definem o melhor de sua obra.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

STIEG LARSSON


Stieg Larsson (Skelleftehamn, Suécia, 15 de agosto de 1954 - 9 de novembro de 2004) foi um jornalista e escritor sueco.
Em 2004, aos cinquenta anos, pouco após entregar aos seus editores os manuscritos da Trilogia Millennium, morreu vítima de um ataque cardíaco. Tragicamente, não viveu para assistir ao fenômeno mundial em que a sua obra se tornou.
Em 2008, ele foi o segundo autor mais vendido no mundo.
Stieg Larsson foi um dos mais influentes jornalistas e ativistas políticos suecos. Trabalhou na destacada agência de notícias TT. À frente da revista Expo, fundada por ele, denunciou organizações neofacistas e racistas. É co-autor de Extremhögern, livro sobre a extrema direita em seu país.
Por causa de sua atuação na luta pelos direitos humanos, recebeu várias ameaças de morte.


Trilogia Millennium
Os Homens Que Não Amavam as Mulheres(Brasil) - 2008
A Menina que Brincava com Fogo (Brasil) - 2009
A Rainha do Castelo de Ar (Brasil) - 2009.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Dr. Marco Antonio Teixeira


Alem de ser nosso medico, é um querido amigo, ser humano ímpar, generoso, sempre pronto a nos ajudar com nossos problemas tanto fisicos, como da alma.
É muito difícil falar de uma pessoa singular como Marco Teixeira, faltam palavras e seria muita presunçao da minha parte tentar com meu pobre vocabulario.
Ele é muitos, dentro dele habita uma multidao.
Dados biograficos: nascido em Ponta Grossa, em 20/10/61.
O pai era gaúcho de Porto Alegre, a família da mãe era toda de Ponta Grossa. Morou numa chácara até os 7 anos de idade e aos 8 veio para Curitiba. Estudou no colégio Professor Cleto, nas Mercês até 1970. Em 1971 morou 1 ano em São Paulo e voltou em 1972.É divorciado e tem 2 filhos.
Marco é medico clinico geral, psiquiatra e homeopata. Cineasta, escritor, romancista e poeta.
Em boa hora escreveu o livro Morrendo de Saudades, que merece um post a parte neste blog.
Blog do Dr Marco: http://marcoconrad.blogspot.com

terça-feira, 6 de julho de 2010

Khaled Hosseini


O autor mais vendido no mundo em 2008 - Khaled Hosseini (Cabul, 4 de Março de 1965) é um romancista e médico afegão, com naturalização estadunidense.
É o autor do romance best-seller, "O Caçador de Pipas".
O Caçador de Pipas é a história do jovem garoto, Amir, que, mesmo depois de adulto, é constantemente atormentado por memórias de um trágico evento que ocorrera em sua infância. O romance tem como cenários o Afeganistão, desde a queda da monarquia até o colapso do regime Talibã, e a cidade de São Francisco, EUA.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

JOSE SARAMAGO



José de Sousa Saramago (Azinhaga, Golegã, 16 de Novembro de 1922 — Tías, Lanzarote, 18 de Junho de 2010) foi um escritor, argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português.
Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efectivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa.
Aos 25 anos, publica o primeiro romance Terra do Pecado (1947), no mesmo ano de nascimento da sua filha, Violante, fruto do primeiro casamento com Ilda Reis – com quem se casou em 1944 e com quem permaneceu até 1970. Nessa época, Saramago era funcionário público. Em 1988, casar-se-ia com a jornalista e tradutora espanhola María del Pilar del Río Sánchez, que conheceu em 1986 e ao lado da qual viveu até à morte. Em 1955 e para aumentar os rendimentos, começou a fazer traduções de Hegel, Tolstoi e Baudelaire, entre outros.
Depois de Terra do Pecado, Saramago apresentou ao seu editor o livro Clarabóia que, depois de rejeitado, permanece inédito até à data de hoje. Persiste, contudo, nos esforços literários e, dezenove anos depois, funcionário,então, da Editorial Estudos Cor, troca a prosa pela poesia, lançando Os Poemas Possíveis. Num espaço de cinco anos, publica, sem alarde, mais dois livros de poesia: Provavelmente Alegria (1970) e O Ano de 1993 (1975). É quando troca também de emprego, abandonando a Estudos Cor para trabalhar no Diário de Notícias e, depois, no Diário de Lisboa. Em 1975, retorna ao DN como Director-Adjunto, onde permanece por dez meses, até 25 de Novembro do mesmo ano, quando os militares portugueses intervêm na publicação (reagindo ao que consideravam os excessos da Revolução dos Cravos) demitindo vários funcionários. É, hoje, controverso o modo ditatorial como saneou jornalistas do DN. Demitido, Saramago resolve dedicar-se apenas à literatura, substituindo de vez o jornalista pelo ficcionista: Estava à espera de que as pedras do puzzle do destino – supondo-se que haja destino, não creio que haja – se organizassem. É preciso que cada um de nós ponha a sua própria pedra, e a que eu pus foi esta: "Não vou procurar trabalho", disse Saramago em entrevista à revista Playboy, em 1988.
Da experiência vivida nos jornais, restaram quatro crónicas: Deste Mundo e do Outro, 1971, A Bagagem do Viajante, 1973, As Opiniões que o DL Teve, 1974 e Os Apontamentos, 1976. Mas não são as crónicas, nem os contos, nem o teatro os responsáveis por fazer de Saramago um dos autores portugueses de maior destaque - esta missão está reservada aos seus romances, género a que retorna em 1977.
Três décadas depois de publicado Terra do Pecado, Saramago retornou ao mundo da prosa ficcional com Manual de Pintura e Caligrafia. Mas ainda não foi aí que o autor definiu o seu estilo. As marcas características do estilo saramaguiano só apareceriam com Levantado do Chão (1980), livro no qual o autor retrata a vida de privações da população pobre do Alentejo.
Dois anos depois de Levantado do Chão (1982), surge o romance Memorial do Convento, livro que conquista definitivamente a atenção de leitores e críticos. Nele, Saramago misturou factos reais com personagens inventados: o rei D. João V e Bartolomeu de Gusmão, com a misteriosa Blimunda e o operário Baltazar, por exemplo. O contraste entre a opulenta aristocracia ociosa e o povo trabalhador e contrutor da história servem de metáfora à medida da luta de classes marxista. A crítica brutal a uma Igreja ao serviço dos opressores inicia a exposição de uma tentativa de destruição do fenómeno religioso como devaneio humano construtor de guerras.
De 1980 a 1991, o autor trouxe a lume mais quatro romances que remetem a factos da realidade material, problematizando a interpretação da "história" oficial: O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984) - sobre as andanças do heterónimo de Fernando Pessoa por Lisboa; A Jangada de Pedra (1986) - em que se questiona o papel Ibérico na então CEE através da metáfora da Península Ibérica soltando-se da Europa e encontrando o seu lugar entre a velha Europa e a nova América; História do Cerco de Lisboa (1989) - onde um revisor é tentado a introduzir um "não" no texto histórico que corrige, mudando-lhe o sentido; e O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991) - onde Saramago reescreve o livro sagrado sob a óptica de um Cristo que não é Deus e se revolta contra o seu destino e onde, a fundo, questiona o lugar de Deus, do cristianismo, do sofrimento e da morte. (sendo esta a sua obra mais controversa).
Nos anos seguintes, entre 1995 e 2005, Saramago publicou mais seis romances, dando início a uma nova fase em que os enredos não se desenrolam mais em locais ou épocas determinados e personagens dos anais da história se ausentam: Ensaio Sobre a Cegueira (1995); Todos os Nomes (1997); A Caverna (2001); O Homem Duplicado (2002); Ensaio Sobre a Lucidez (2004); e As Intermitências da Morte (2005). Nessa fase, Saramago penetrou de maneira mais investigadora os caminhos da sociedade contemporânea, questionando a sociedade capitalista e o papel da existência humana condenada à morte.
Saramago faleceu no dia 18 de Junho de 2010[3], aos 87 anos de idade, na sua casa em Lanzarote onde residia com a mulher Pilar del Rio, vítima de leucemia crónica. O escritor estava doente há algum tempo e o seu estado de saúde agravou-se na sua última semana de vida.
O seu funeral teve Honras de Estado, tendo o seu corpo sido cremado em Lisboa.
Debeladas as controvérsias a que nunca se furtou e que interventivamente procurava, a marca que ficará na mente e coração do Povo Português será o legado que José Saramago deixará e isso compete à história decidir.
frases:
Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar.
Para temperamentos nostálgicos, em geral quebradiços, pouco flexíveis, viver sozinho é um duríssimo castigo.
É preciso variar, se não tivermos cuidado a vida torna-se rapidamente previsível, monótona, uma seca.
Há situações na vida em que já tanto nos dá perder por dez como perder por cem, o que queremos é conhecer rapidamente a última soma do desastre, para depois, se tal for possível não voltarmos a pensar mais no assunto.
Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro.

sábado, 5 de junho de 2010

Serge Gainsbourg



Antes de qualquer definição ou de qualquer coisa que se possa dizer a respeito de Serge Gainsbourg, o que realmente deve ser dito é que ele foi a materialização de toda e qualquer improbabilidade.

Morou na casa de seus pais até perto dos 40 anos e em rede nacional de TV francesa assediou Whitney Houston.

Tímido. Serge Gainsbourg foi tímido e muito vaidoso, pois sabia que era artista completo, querido e venerado pelos grandes nomes de seu tempo. Filho de imigrantes judeus, cresceu na França ocupada pelos nazistas. Quando veio a desocupação, Gainsbourg decidiu moldar a nova liberdade de um jeito franco. Daí um personagem popular, mas nunca unânime.

Segundo Sylvie Simmons, autora do livro Serge Gainsbourg - Um Punhado de Gitanes,
ele era “um extrovertido tímido, um realista surreal, um iconoclasta que ansiava por tornar-se ele mesmo um ícone, um homem que podia beber com policiais num dia, assistir a filmes pornográficos com Dali no outro, fazer amor com algumas das atrizes mais belas do mundo (sem jamais deixar que elas o vissem nu) e morrer solitário em sua cama depois de uma vida inteira de auto-abuso absolutamente heróico, ou pelo menos incontestavelmente artístico”.

Serge Gainsbourg foi alguém que existiu e criou para acabar com paradigmas.

Como acontece com todo gênio, a intelligentsia gravitava em torno dele enquanto o grande público passava ao largo de sua motivação, o que o deixava deprimido a ponto de, por um bom tempo, ter pavor de fazer shows ao vivo e lidar com a rejeição da platéia. Comportamento teoricamente incompatível com o autor das mais belas canções, disputado por todas as cantoras da França — que queriam de Gainsbourg sua próxima música de sucesso.

O homem que se parecia com uma tartaruga elegante foi compositor, escritor, diretor de cinema, cantor, fotógrafo, intelectual, artista plástico, ator, bêbado, provocador e amante. Populista, fez de tudo. Por não dominar o inglês, não conquistou o mundo. Mas, convenhamos, se existe palavra inglesa que soa divina num sotaque francês ela é “Star”.

Com seus indefectíveis cigarros Gitanes sempre acesos, um copo de bebida que também o acompanhava o tempo todo, Serge sabia ser o sedutor e mostrar a quem quer que fosse que sua vida era o reflexo de sua arte e que sua arte era o que ele sempre desejou ser enquanto vivesse.

Foi ele que de forma cavalheira apresentou a chanson francesa ao pop. E fez com que o pop se encantasse com a nova amizade. Mostrou, com seus medos e sua ousadia, a face escondida do povo francês. O sempre sisudo francês e a sempre misteriosa francesa se apaixonaram por ele — às vezes não admitindo um amor por criação tão contundente.

Quando Gainsbourg morreu, em 1991, a França parou. “Todos conseguem lembrar o que estavam fazendo quando souberam da morte de Gainsbourg. Foi um grande choque, porque ele sempre esteve presente, era parte da nossa cultura. Sempre aparecia na TV, fazendo alguma coisa maluca”, disse Nicolas Godin, da banda Air. O obituário do jornal francês Libération disse que ele “bebeu cigarros demais”. Brigitte Bardot, com quem Serge teve um romance e gravou a primeira versão da clássica e até hoje polêmica “Je T’Aime, Moi Non Plus”, saiu de seu retiro para falar dele. François Mitterrand, então presidente da França, disse que “Gainsbourg elevou a canção ao nível da arte. Ele foi nosso Baudelaire, nosso Apollinaire”. Bandeiras, por toda a França, foram hasteadas a meio-pau. Multidões foram à porta de sua casa deixar garrafas de Pastis e maços de Gitanes em sua homenagem.

Como diz uma inscrição na parede da casa no número 5 da Rue de Verneuil, “Serge não morreu. Ele está no céu, trepando”.

A vida do poeta e compositor Serge Gainsbourg (Lucien Ginzburg) chega aos cinemas.
Vie Heroique-(o filme )começa nos anos 1940, ainda Gainsbourg
era um jovem na cidade ocupada de Paris.
A história segue a vida do poeta, compositor e cantor pelos amores tumultuosos, mas também a sua vertente artística que fez dele um ícone da cultura francesa.
Eric Elmosnino interpreta a o artista francês e a modelo Laetitia Casta surpreende como Brigitte Bardot, uma das amantes de Gainsbourg.
Já Mylene Jampanoï representa o último amor de Gainsbourg.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Liquen Plano-

Bom Pessoal vou falar um pouco sobre Liquen Plano
Como todos os que tiveram Liquen Plano, fiz todos os tratamentos imagináves com alopatia, sem obter bons resultados, bem pelo contrario tive reações negativas, ate que meu Homeopata ( o melhor do mundo) Dr. Marco Teixeira começou um tratamento intensivo e graças a Deus e aos conhecimentos do meu médico, estou livre do Liquen, e tento nao me desiquilibrar pois, ele pode desaparecer e surgir tempos depois.


O líquen plano, uma doença recorrente e pruriginosa, começa como uma erupção de pápulas pequenas e discretas que logo se combinam até formarem placas rugosas e escamativas (placas salientes).

A causa do líquen plano é desconhecida. Uma erupção idêntica costuma aparecer nas pessoas expostas a fármacos que contenham ouro, bismuto, arsénico, quinino, quinidina ou quinacrina e a certas substâncias químicas utilizadas na revelação de fotografias a cores. O líquen plano pode por isso ser a reacção do organismo a um composto químico externo ou a outro agente.

Sintomas

A primeira crise pode começar de repente ou gradualmente e persistir durante semanas ou meses. Embora o líquen plano costume desaparecer por si só, as placas reaparecem frequentemente e os episódios podem repetir-se durante anos. As erupções são acompanhadas quase sempre de comichão, por vezes intensa. As pápulas costumam ser de cor violeta e ter bordos angulares; iluminando-as de lado, emitem um brilho característico. Podem formar-se novas pápulas, fruto de um arranhão ou por se sofrer uma leve lesão cutânea. Em alguns casos a pele fica com uma tonalidade escura depois de curada a erupção.

Regra geral, as lesões distribuem-se de forma simétrica (mais frequentemente na boca, sobre o tronco, nas superfícies internas dos pulsos, nas pernas, na glande e na vagina). A cara quase nunca é afectada. Nas pernas, as lesões podem ser especialmente extensas e escamativas. Noutros casos provoca alopecia (queda de cabelo) em placas no couro cabeludo.

As úlceras que o líquen plano provoca na boca são particularmente incómodas.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser difícil porque muitas doenças se assemelham ao líquen plano. O dermatologista costuma reconhecê-lo pelo seu aspecto e recorrências características, mas pode ser necessário fazer uma biopsia da pele (que consiste em colher uma amostra e examiná-la ao microscópio) para confirmar o diagnóstico.

Consulte sempre seu medico e nunca se auto medique.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Física Quântica o que é e para que serve.

Já faz cem anos que Planck teve de lançar mão de uma expressão inusitada para explicar os seus resultados da medida da intensidade da radiação emitida por um radiador ideal - o corpo negro - levando-o assim a estabelecer o valor de uma nova constante universal que ficou conhecida como a constante de Planck. A partir daí, e também em função de outras experiências que apresentavam resultados igualmente surpreendentes no contexto da mecânica de Newton e do eletromagnetismo de Maxwell, os pesquisadores do começo do século passado se viram obrigados a formular hipóteses revolucionárias que culminaram com a elaboração de uma nova física capaz de descrever os estranhos fenômenos que ocorriam na escala atômica; a mecânica quântica.

Esta teoria, com a sua nova conceituação sobre a matéria e os seus intrigantes postulados, gerou debates não só no âmbito das ciências exatas mas também no da filosofia, provocando assim uma grande revolução intelectual no século XX. Obviamente que, além das discussões sérias e conceitualmente sólidas, as características não cotidianas dos fenômenos quânticos levaram muitos pesquisadores, e também leigos, a formular interpretações equivocadas da nova teoria, o que infelizmente, ainda nos nossos dias, atrai a atenção das pessoas menos informadas.

Mas, no final das contas, quais são estes efeitos tão estranhos dos quais estamos falando e qual é a sua relevância para o nosso cotidiano, se existe alguma? Bem, para provar que não estamos falando de coisas inúteis, comecemos pela segunda parte desta pergunta.

O leitor certamente se surpreenderia se disséssemos que sem a mecânica quântica não conheceríamos inúmeros objetos com os quais lidamos corriqueiramante hoje em dia. Só para se ter uma idéia podemos mencionar o nosso aparelho de CD, o controle remoto de nossas TVs, os aparelhos de ressonância magnética em hospitais ou até mesmo o micro-computador que ora usamos na elaboração deste artigo. Todos os dispositivos eletrônicos usados nos equipamentos da chamada high-tech só puderam ser projetados porque conhecemos a mecânica quântica. A título de informação, 30% do PIB americano é devido a estas tecnologias.

Esperando ter convencido o leitor de que estamos longe do terreno da especulação, vamos, então, abordar a primeira parte da pergunta acima lançada. O que é a mecânica quântica?

A mecânica quântica é a teoria que descreve o comportamento da matéria na escala do "muito pequeno", ou seja, é a física dos componentes da matéria; átomos, moléculas e núcleos, que por sua vez são compostos pelas partículas elementares. Muito interessante mas…o que isto nos traz de novo?

A fim de podermos apreciar as novidades que a física quântica pode nos proporcionar, vamos estabelecer alguns conceitos clássicos que nos serão muito úteis adiante.

O primeiro conceito é o de partícula. Para nós este termo significa um objeto que possui massa e é extremamente pequeno, como uma minúscula bolinha de gude. Podemos imaginar que os corpos grandes sejam compostos de um número imenso destas partículas. Este é um conceito com o qual estamos bem acostumados porque lidamos diariamente com objetos dotados de massa e que ocupam uma certa região do espaço.

O segundo conceito é o de onda. Este, apesar de ser também observado no nosso dia a dia, escapa à atenção de muitos de nós. Um exemplo bem simples do movimento ondulatório é o das oscilações da superfície da água de uma piscina. Se mexermos sistematicamente a nossa mão sobre esta superfície, observaremos uma ondulação se afastando, igualmente em todas as direções, do ponto onde a superfície foi perturbada.

O caso particular aqui mencionado é o de onda material, ou seja, aquela que precisa de um meio material para se propagar (a água da piscina no nosso caso). Entretanto, esse não é o caso geral. Há ondas que não precisam de meios materiais para a sua propagação, como é o caso da radiação eletromagnética. Aqui, a energia emitida por cargas elétricas aceleradas se propaga no espaço vazio (o vácuo) como as ondas na superfície da piscina.

Apesar da sua origem mais sutil, a radiação eletromagnética está também presente na nossa experiência diária. Dependendo da sua frequência ela é conhecida como: onda de rádio, FM, radiação infravermelha, luz visível, raios-X e muito mais.

Pois bem, até o final do século XIX tudo o que era partícula tinha o seu movimento descrito pela mecânica newtoniana enquanto que a radiação eletromagnética era descrita pelas equações de Maxwell do eletromagnetismo.

O que ocorreu no primeiro quarto do século XX foi que um determinado conjunto de experiências apresentou resultados conflitantes com essa distinção entre os comportamentos de onda e de partícula. Estes resultados podem ser resumidos em uma única experiência que passamos a descrever, em seguida, na sua versão clássica.



Ainda mais estranho é a repetição desta mesma experiência com apenas uma partícula. Ela passa pelo primeiro anteparo e atinge o segundo em apenas um ponto. Vamos, então, repetir esta mesma experiência um número enorme de vezes. O resultado é que em cada experimento o ponto de deteção no segundo anteparo é diferente. Entretanto, sobrepondo todos os resultados obtidos nos segundos anteparos de cada experiência obtém-se, novamente, a mesma figura de interferência da figura anterior!

Assim, mesmo falando de apenas uma partícula, nos vemos obrigados a associá-la a uma onda para que possamos dar conta da característica ondulatória presente no nosso exemplo. Por outro lado, devemos relacionar esta onda à probabilidade de se encontrar a partícula em um determinado ponto do espaço para podermos entender os resultados de uma única experiência de apenas uma partícula. Este é o chamado princípio da dualidade onda-partícula.

Um outro fato intrigante ocorre quando tentamos determinar por que fenda a partícula passou. Para resolver esta questão podemos proceder fechando uma das fendas para ter certeza que ela passou pela outra fenda. Outra surpresa: a figura de interferência é destruida dando lugar a apenas uma concentração bem localizada de partículas, a daquelas que passaram pela fenda aberta! Portanto, ao montarmos um experimento que evidencia o carater corpuscular da matéria, destruimos completamente o seu carater ondulatório, ou seja, o oposto ao caso com as duas fendas abertas. Este é o princípio da complementaridade.

De uma forma geral podemos interpretar os resultados do experimento aqui descrito como os de um sistema sujeito a uma montagem na qual o seu comportamento depende de alternativas A e B (no nosso caso, a passagem da partícula por uma das fendas). Enquanto que na mecânica clássica o sistema escolhe A ou B, aleatoriamente, na mecânica quântica estas duas alternativas interferem. Entretanto, ao questionarmos, ou melhor, medirmos, por qual alternativa o sistema opta, obteremos o resultado clássico.

Um sistema quântico, ao contrário do clássico, só pode ser descrito através das possíveis alternativas (não necessariamente apenas duas) que a nossa montagem apresente para ele. A onda associada ao sistema carrega a possibilidade de interferência entre as diferentes alternativas e é a informação máxima que podemos ter sobre o sistema em questão.

A aplicação desta teoria a problemas nas escalas atômicas e sub-atômicas apresenta resultados como a quantização da energia ou o tunelamento quântico que, por si só, já mereceriam a elaboração de um outro artigo para que o leitor pudesse apreciá-los.

O mais interessante é que a mecânica quântica descreve, com sucesso, o comportamento da matéria desde altíssimas energias (física das partículas elementares) até a escala de energia das reações químicas ou, ainda de sistemas biológicos. O comportamento termodinâmico dos corpos macroscópicos, em determinadas condições, requer também o uso da mecânica quântica.

A questão que nos resta é então; por quê não observamos estes fenômenos no nosso cotidiano, ou seja, com objetos macroscópicos? Bem, há duas razões para isso. A primeira é que a constante de Planck é extremamente pequena comparada com as grandezas macroscópicas que têm a sua mesma dimensão. Baseados neste fato, podemos inferir que os efeitos devidos ao seu valor não nulo, ficarão cada vez mais imperceptíveis à medida que aumentamos o tamanho dos sistemas. Em segundo lugar, há o chamado efeito de descoerência. Este efeito só recentemente começou a ser estudado e trata do fato de não podermos separar um corpo macroscópico do meio onde ele se encontra. Assim, o meio terá uma influência decisiva na dinâmica do sistema fazendo com que as condições necessárias para a manutenção dos efeitos quânticos desapareçam em uma escala de tempo extremamente curta.

Entretanto, as novas tecnologias de manipulação dos sistemas físicos nas escalas micro ou até mesmo nanoscópicas nos permitem fabricar dispositivos que apresentam efeitos quânticos envolvendo, coletivamente, um enorme número de partículas. Nestes sistemas a descoerência, apesar de ainda existir, tem a sua influência um pouco reduzida, o que nos permite observar os efeitos quânticos durante algum tempo.

Uma aplicação importante para alguns destes dispositivos seria a construção de processadores quânticos, o que tornaria os nossos computadores ainda mais rápidos. Nesta situação a minimização dos efeitos da descoerência é altamente desejável pois, em caso contrário, estes processadores de nada iriam diferir dos processadores clássicos.

Como podemos ver, tudo indica que a mecânica quântica seja a teoria correta para descrever os fenômenos físicos em qualquer escala de energia. O universo macroscópico só seria um caso particular para o qual há uma forma mais eficiente de descrição; a mecânica newtoniana. Esta pode ser obtida como um caso particular da mecânica quântica mas a recíproca não é verdadeira.

Muitos autores, por não se sentirem confortáveis com a chamada interpretação ortodoxa ou de Copenhagen da mecânica quântica, tentam criar teorias alternativas para substituí-la. Entretanto, cabe notar que, apesar da sua estranheza, a mecânica quântica não apresentou qualquer falha desde que foi elaborada na década de 20, o que não nos proporciona evidência experimental que aponte para onde buscar as questões capazes de derrubá-la.

By - Amir O. Caldeira, professor do Instituto de Física Gleb Wataghin da Unicamp.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Henry Miller


Henry Valentine Miller (Manhattan, New York, 26 de Dezembro de 1891– Los Angeles, 7 de Junho de 1980), escritor norte-americano.

Seu estilo é caracterizado pela mistura de autobiografia com ficção. Muitas vezes lembrado como escritor pornográfico, escreveu também livros de viagem e ensaios sobre literatura e arte. O autor foi homenageado pelo célebre crítico Otto Maria Carpeaux em prefácio para o livro O Mundo do Sexo, editora Pallas 1975, Rio de Janeiro.

Uma de suas amantes foi a escritora Anais Nin. Há um filme ficcional sobre o período da vida em que eles se conheceram, Henry and June, baseado nos diários de Anaïs.

Principais Obras

Crazy Cock, 1934
Opus Pistorum (novela pornográfica), 1936
Trópico de Câncer, 1934.
Primavera negra, 1936.
Trópico de Capricórnio, 1939.
Dias de paz em Clichy, 1939.
O Mundo do Sexo, 1940.
O Colosso de Marússia, 1941.
Sabedoria do Coração (ensaios), 1941.
Pesadelo Refrigerado, 1945.
O Sorriso ao pé da escada, 1948
Sexus [Crucificação Encarnada vol. 1 // Livro Primeiro da Rosa-Crucificação (Portugal)], 1949.
Os Livros da Minha Vida, 1952
Plexus [Crucificação Encarnada vol. 2 // Livro Segundo da Rosa-Crucificação (Portugal)], 1953.
Big-Sur e as laranjas de Hieronymus Bosch, 1957
Nexus [Crucificação Encarnada vol. 3 // Livro Terceiro da Rosa-Crucificação (Portugal)], 1960.
A Hora dos Assassinos (Um Estudo sobre Rimbaud).

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Marguerite Yourcenar




Marguerite Yourcenar, pseudônimo de Marguerite Cleenewerck de Crayencour (8 de junho de 1903, Bruxelas, Bélgica - 17 de dezembro de 1987, Mount Desert Island, Maine, EUA) foi uma escritora belga de língua francesa.

Obras

O Jardim das Quimeras (Le jardin des chimères) (1921) ;
Alexis ou o tratado do vão combate (Alexis ou le traité du vain combat) (1929, romance) ;
La nouvelle Eurydice (1931, romance) ;
Fogos (Feux) (1936, poemas em prosa) ;
Contos orientais (Nouvelles orientales) (1938) ;
Les songes et les sorts (1938) ;
Le coup de grâce (1939, romance) ;
Memórias de Adriano (Mémoires d'Hadrien) (1951) ;
Électre ou La chute des masques (1954) ;
A Obra ao Negro (L'Œuvre au noir) (1968) ;
Souvenirs pieux (1974) ;
O Labirinto do Mundo (1974-77);
Arquivos do Norte (Archives du Nord) (1977);
Mishima ou A Visão do Vazio (1981);
O Tempo, Esse Grande Escultor (1983);
D'Hadrien à Zénon : correspondance, 1951-1956 (2004), Paris : Gallimard. 630 p. Texto compilado e comentado por Colette Gaudin e Rémy Poignault ; com a colaboração de Joseph Brami e Maurice Delcroix ; edição coordenada por Élyane Dezon-Jones e Michèle Sarde ; pref. de Josyane Savigneau.
A Salvação de Wang - Fô

Memórias de Adriano

Resumo da obra

Esta obra leva-nos a viajar pelo império de Adriano e quase a entrar no seu próprio pensamento e na sua intimidade. Representa a sua autobiografia que aproveita para realizar ao redigir numa carta dirigida ao futuro imperador Marco Aurélio. Trata-se de um livro que parece ser, numa primeira impressão, "difícil": a escrita faz-se na primeira pessoa, com o Imperador Adriano, ele próprio, vagueando pelas suas memórias. Feita a adaptação, passamos quase a sentir e a viver os tempos de Adriano: as suas viagens à volta do Império, os seus sentimentos para com os seus amigos e inimigos, a intrigazinha palaciana da sua corte, os seus pensamentos políticos e filosóficos sobre Roma e os Romanos, sobre os povos da Ásia Menor e do Egito, sobre os bárbaros do Norte, as suas campanhas militares e sobre o enorme drama da sua paixão pelo jovem Antinoo, maravilhosa, apaixonada, dolorosa, pungente, emocionante.

Frases
- A amizade é , acima de tudo, certeza – é isso que a distingue do amor.

- Os defeitos são por vezes os melhores adversários que podemos opor aos vícios.

-Deus é o pintor do universo... Que pena (...) que Deus não se tivesse dedicado à pintura de paisagens.

-A felicidade é uma obra-prima: o menor erro falseia-a, a menor hesitação altera-a, a menor falta de delicadeza desfeia-a, a menor palermice embrutece-a.

- Creio que quase sempre é preciso um golpe de loucura para se construir um destino.

-A felicidade é provavelmente uma infelicidade que se suporta melhor.

-Quanto amargor fermenta-se no fundo da doçura, quanto desespero esconde-se na abnegação e quanto ódio mistura-se ao amor.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Anaïs Nin


Anaïs Nin foi uma escritora francesa que polemizou sua época ao escrever suas obras permeadas de erotismo e idéias feministas.
Anaïs Nin (21 de fevereiro de 1903, Neuilly, perto de Paris - 14 de janeiro de 1977, Los Angeles) batizada Angela Anais Juana Antolina Rosa Edelmira Nin y Culmell, foi uma autora nascida na França, filha do compositor Joaquin Nin, cubano criado na Espanha e Rosa Culmell y Vigaraud,de origens cubana, francesa e dinamarquesa. Anaïs Nin tornou-se famosa pela publicação de diários pessoais, que medem um período de quarenta anos, começando quando tinha doze anos. Foi amante de Henry Miller e só permitiu que seus diários fossem publicados após a morte de seu marido Hugh Guiler.
Seus romances e narrativas, impregnados de conteúdo erótico foram profundamente influenciados pela obra de James Joyce e a psicanálise. Dentre suas obras destaca-se Delta de Vênus (1977), traduzido para todas as línguas ocidentais, aclamado pela crítica americana e européia.
Foi realizado no cinema em 1990 um filme, Henry & June, dirigido por Philip Kaufman, que falava do período que Anaïs Nin conheceu Henry Miller. Anaïs Nin foi interpretada pela atriz portuguesa Maria de Medeiros .

Obras

A Casa do Incesto
Delta de Vênus
Em busca de um homem sensível
Henry & June
Incesto
Passarinhos
Pequenos Pássaros
Uma espiã na casa do amor

Frases
A Arte da Palavra - O que vemos é uma adesão completa ao sistema. Ninguém está mais interessado em qualquer tipo de revolução. É uma pobreza só. Lixo embrulhado em papel de presente. Nenhuma rebeldia, nenhum passo na direção do abismo. Só restou o dinheiro, a casa dos pais, o nariz empinado e o dedo no cu. É a barbárie.

- A vida ordinária não me interessa. Eu estou do acordo com os surrealistas, procuro pelo maravilhoso. Nunca deixei que uma nuvem obliterasse o céu inteiro. Se existe o comodismo, o medo, a discriminação em qualquer nível, só posso lamentar e escrever. A verdade é que todos nós vivemos numa prisão. Da minha só posso escapar pela escrita. Os outros que continuem dormindo em seus quartinhos escuros.

- A vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo.
- Nunca me preocupei com os imbecis. Se alguém quer se achar diferente, superior, esse é um problema mental que não me pertence. Acho, no mínimo, ridículo alguém se achar melhor ou pior do que outro. Cada pessoa é um universo único e é isso que é fascinante. O mundo dos superiores é pequeno porque eles são como os vermes: rastejam sobre a própria barriga e vivem de imundície.

-Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos.

-A origem da mentira está na imagem idealizada que temos de nós próprios e que desejamos impor aos outros.

-A única anormalidade é a incapacidade de amar.

-O amor nunca morre de morte natural. Ele morre porque nós não sabemos como renovar a sua fonte. Morre de cegueira e dos erros e das traições . Morre de doença e das feridas; morre de exaustão, das devastações, da falta de brilho.

-Me nego a viver em um mundo ordinário como uma mulher ordinária.
A estabelecer relações ordinárias.Necessito o êxtase. Não me adaptarei ao mundo. Me adapto a mim mesma.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Chico Xavier

Chico Xavier a um clik, cole o link em seu navegador.

Livros que falam de Chico Xavier
http://www.universoespirita.org.br/chicoxavier/chico_livros_que_falam.htm

Todos os livros psicografados por Chico Xavier
http://www.universoespirita.org.br/chicoxavier/livros/indice_livros1.html

Museu virtual sobre Chixo Xavier
http://www.universoespirita.org.br/chicoxavier/memorial/inauguracao_memorial_espirita.htm

Respostas de Chico Xavier
http://www.universoespirita.org.br/passesmag/index.htm

Comenda da Paz Chico Xavier
http://www.universoespirita.org.br/chicoxavier/comenda_da_paz_chico_xavier.htm

O Evangelho de Chico Xavier
http://www.universoespirita.org.br/chicoxavier/0_EVANGELHO_INICIAL.htm

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dicas de Informatica


Faz mal ao computador ter imãs colados à CPU?

Falso! Nenhum problema com a CPU, mas não podemos dizer o mesmo do monitor, pois desgasta as suas cores. Evite, a qualquer custo, utilizar equipamentos eletro magnéticos colocados muito próximos aos monitores, pois as cores podem resultar distorcidas.



Empurrar o CD com o dedo para inseri-lo na CPU é prejudicial ao equipamento?

Falso! Nada a ver. Nada irá acontecer se você empurrar com uma força normal. Foi feito exatamente para isso.



Água ou café derramado sobre o teclado pode arruinar o seu funcionamento?

Verdadeiro! Estragam as trilhas metalizadas que estão por baixo das teclas. Podem criar um curto-circuito e queimar.



É necessário ter espaço entre o monitor e a parede atrás dele?

Falso! Monitor não é geladeira. O ambiente, em geral, deve estar ventilado, mas não é indispensável que seja muita a distância. É muito pior ter outro monitor atrás (como acontece em muitos escritórios) porque pode haver o risco de haver interferências entre os computadores.



Quando o computador passou a noite toda ligado, é melhor desligá-lo e voltar a reiniciar?

Falso! Pode seguir ligado sem problema algum. Ainda que pareça o contrário, e dê vontade de desligá-lo por um momento para que descanse, seguindo a lógica humana, o HD dura muito mais se permanecer ligado, e não se o tempo todo, ligando e desligando. Por uma questão de economia de energia, não convém deixar ligado por vários dias, mas, se não levarmos em conta o fator do aquecimento global, seria muito melhor para o PC nunca o desligar. Eles foram criados para isso.



Gasta mais energia ao ser ligado do que em várias horas de uso?

Falso! Ao ligar não consome tanto como para superar as horas de funcionamento. Ao desligar poupa-se energia e se permanecer ligado, gasta como qualquer outro eletrodoméstico.



Faz mal ao computador ter algum celular por perto?

Falso! Problema algum; no máximo, um ronco provocado pela interferência de uma chamada.



Depois de desligar o computador é melhor deixá-lo descansar uns segundos, antes de o voltar a ligar?


Verdadeiro! É recomendável esperar, no mínimo, alguns segundos antes de voltar a ligá-lo. 10 segundos deve ser o suficiente.



Mover a CPU quando o computador está ligado pode queimar o HD?

Falso! A força centrífuga com que gira o HD é tanta, que não acontece nada ao se mover a CPU. Muito menos, ainda, tratando-se de um notebook, porque eles foram feitos para isso.



Pelo bem do monitor, é conveniente usar protetor de tela quando não está em uso?

Verdadeiro! Porque o mecanismo do protetor de tela faz com que o desgaste das cores da tela seja uniforme. Ao renovar as imagens constantemente, não se gasta num mesmo lugar.



Não é conveniente olhar a luz vermelha que está embaixo do mouse óptico?

Verdadeiro! Pode, até, não deixar ninguém cego, mas é uma luz bastante forte que pode, sim, fazer mal a retina.



Nos notebooks deve-se acoplar primeiro o cabo de eletricidade à máquina e somente depois esse cabo a tomada?

Falso! Tanto faz. Quase todos os equipamentos portáteis atuais têm proteção de curto-circuito e são multi-voltagem, podem ser ligados em tensões de 90 a 240 volts, pelo que são sumamente estáveis.



Ao desligar o computador convém, também, desligar o monitor?

Falso! Outra vez, tanto faz. Ao desligar a CPU, o monitor fica num estado em que consome muito pouca energia (pouca coisa mais que 1W) e não sofre desgaste algum. A decisão termina sendo em função da economia, ainda que o consumo seja realmente mínimo.



O computador nunca pode ficar ao sol?

Verdadeiro! Se ele aquecer mais do que o habitual, sua vida útil tende a decrescer. Por isso, nunca é boa idéia instalar o PC próximo a janelas onde bate o sol.



Não se deve colocar CDs, disquetes ou qualquer outro elemento sobre a CPU?

Falso! Lógico, nada do que é colocado sobre a CPU pode ser afetado ou avariado, a não ser que esteja úmida(o) e a água possa chegar ao equipamento.



Se mais de 80% do HD tiver sendo usado, a máquina se torna mais lenta?

Verdadeiro! Sempre é uma questão de porcentagem. Por mais que se tenha 20 Gb livres, se for menos de 20% da capacidade do disco, o funcionamento do computador será lento.



Ter o desktop cheio de ícones deixa o computador mais lento?

Verdadeiro! Não importa se são ícones de programas ou arquivos. O que acontece é que a placa de vídeo do computador renova constantemente a informação apresentada no monitor, e quanto mais ícones, mais tempo.



Não se deve tirar o “pen drive” sem avisar a máquina?

Verdadeiro! Deve ser selecionada a opção 'Retirar hardware com segurança' antes de retirá-lo. Caso contrário, corre-se o risco de queimar a memória do USB.



Desligar a máquina diretamente no botão, sem selecionar previamente a opção de desligar o equipamento estraga o HD?

Verdadeiro! O HD pode queimar ao ser desligado, enquanto ele ainda está lendo ou escrevendo em alguma parte do sistema. Ademais, quando a energia é desligada subitamente, as placas que cobrem o disco (que gira até 10 mil rotações) descem sobre ele e podem ir riscando até que alcancem a posição de descanso. Ao selecionar a opção 'Desligar o Computador', todo o sistema se prepara para repousar e suspender todas as atividades. Cada peça vai ficar no seu devido lugar.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Power Fight Extreme


No sabado sábado (13/03 ), às 19h, no ginásio do Círculo Militar do Paraná, em Curitiba, aconteceu a segunda edição do evento de vale-tudo Power Fight Extreme (PFE). No card de lutas da noite, dois combates de Muay Thai e oito de Artes Marciais Mistas (MMA), com um duelo feminino, inclusive, abriram a noite. Além da ação dentro do octógono, os renomados lutadores Wanderley Silva, Maurício Shogun, Murilo Ninja marcaram presença no local.
Nossa homenagem a Rodolfo Zamprogna.

PS. A Niky adorou as lutas.....eita gladiadora.

Nicole G - A estrela Errante......

Homenagem a melhor filha do mundo...a minha!!!!!!
Alegre, bonita, cheia de vida, é um ser humano ímpar, o grande Sol da minha casa, verdadeiramente uma Laxmi.
( Laxmi é uma divindade do hinduísmo, esposa do deus Vishnu, o sustentador do universo na religião hindu. É personificação da beleza, da fartura, da generosidade e principalmente da riqueza e da fortuna. A deusa é sempre invocada para amor, fartura, riqueza e poder. É o principal símbolo da potência feminina, sendo reconhecida por sua eterna juventude e formosura.)

Carlos Kleina



Apresentador, radialista, coordenador e comentarista esportivo.
Nosso carinho a esse ser humano maravilhoso que caminha ao nosso lado a muitos séculos.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Morrendo de Saudades - Livro




Morrendo De Saudades
Curitiba - Paraná
Literatura nacional
Descrição: “morrendo de saudades” é um livro que surge na hora certa, para demonstrar o empenho dos pais separados em encurtar distâncias, superar barreiras, vencer preconceitos....
memórias de um pai separado.
Autor: Marco Teixeira- médico homeopata.


Entrevista do autor para a revista Pais & filhos:


O MÉDICO HOMEOPATA MARCO TEIXEIRA CONTA COMO VIVEU A SEPARAÇÃO E COMO FAZ PARA SE MANTER PRÓXIMO DOS FILHOS


Onze de setembro de 2001. Entre uma consulta e outra, assisti ao que milhões de pessoas também viam ao vivo pela TV. A primeira torre já havia caído e, agora, outro avião afundava-se na segunda torre. Nas televisões, nos jornais e nas revistas ecoava a ideia: o mundo não seria o mesmo. Estava atordoado. Um dia antes minhas próprias torres gêmeas haviam sido reduzidas a pó: o meu casamento acabara. E me sentia tão perdido como uma pulga dentro de um saleiro. Sentia saudades dos meus filhos. Decididamente, o mundo não seria o mesmo, e isso não tinha nada a ver com as torres pulverizadas por Bin Laden. Sabia que o meu Bin Laden estava, em parte, dentro de mim. E eu é que teria de derrotá-lo.

Naquele momento percebi que, apesar de distante, não poderia mais me considerar um só. Aquilo que sempre procurei nas filosofias orientais fluiu como por mágica e materializou-se à minha frente: EU não era mais EU apenas. Tornei-me múltiplo, abandonei meu ego. Uma amiga me disse: “Depois de ter filhos você perde o direito de se suicidar”. Isto é, perdi o direito sobre mim e adquiri a certeza de que, a partir daquele instante, todos os meus atos e palavras teriam de passar pelo crivo da consciência. Agora eu sabia que, quando se magoa o coração de uma criança, algo se rompe. Não queria magoar meus filhos. Imbuí-me da firme determinação de fazer com que mágoas fossem raras entre nós. Continuo (e continuarei com essa crença até o fim da vida) acreditando que as crianças têm de ser poupadas. A infância deve ser sagrada e tratada com absoluta atenção.

O budismo fala da vida como um breve passeio pela estrada esburacada. Se soubermos que teremos de passar por essa estrada, doa o que doer, fica mais fácil. O problema é que passamos a vida tentando fugir ou encontrar uma estrada perfeita, que não existe. Hoje, faço tudo para que o relacionamento com meus filhos se torne uma estrada o menos esburacada possível. Estou me esforçando ao máximo para compreendê-los, amá-los e apoiá-los no que for preciso. Não sei se é o suficiente. Penso que estou distante demais e que vê-los duas vezes por semana é pouco.

Algum buraco sempre haverá nessa estrada. Passei a questionar a minha capacidade de transmitir valores, passei a questionar o processo educacional vigente, o método com que os pais ensinam a vida aos filhos. Gostaria que meus filhos fossem honestos, amorosos em sua relação com o mundo e que aprendessem uma lição: respeito. Que respeitem o mundo e que respeitem a si mesmos. Esse é o equilíbrio a ser buscado.

Oito anos se passaram desde a minha separação. Não estar perto dos meus filhos me privou de momentos imprescindíveis, momentos que não vivi, momentos que perdi irremediavelmente. Nunca vou recuperar essa perda. Como todos os filhos, os meus são especiais, mágicos, criativos e fantásticos. Morro todos os dias de saudades, e isso vai se repetir pelo resto da vida. Sei que ainda vou dizer a eles que a vida é difícil, que eles precisam lutar constantemente. Mas também sei que haverá ocasiões nas quais vou lhes dizer que a vida é simples, fácil e descomplicada, e que nós é que a complicamos desnecessariamente. E que, apesar de a estrada ser esburacada, sempre haverá borboletas azuis no ar e o perfume dos lírios flutuando pelas beiradas para nos animar a continuar. É isso: a vida continua. Sempre.

Cachorros - Boxer



Origem e curiosidades sobre os cachorros da Raça Boxer

A Raça Boxer é de origem alemã, foi desenvolvida no final do século XIX por um grupo de cinófilos alemães que procuravam obter, mediante o cruzamento de um tipo de cão antigo, conhecido como Bullenbeisser com o Buldogue Inglês uma raça de características homogêneas e elegantes.

Perto de 1890, um cão com as características do atual Boxer se apresentou em Munich, cidade alemã da região da Bavária e acasalou com um antigo bulldog. Desse cruzamento, resultou cães de queixo desenvolvido, orelhas altas e ossos fortes.

Derivou-se consequentes cruzamentos destes exemplares a fim de eliminar-se os excessos de cor branca, proveniente do bulldog, e com isso, obterem-se a coloração desejada, o louro ou dourado, e além disto e principalmente, reduzir a robustez e conformação pesada, buscando uma conformação mais ágil e elegante.